6.4.10

Brisas do Lis


Uma amiga da nossa família fazia estas Brisas do Lis na perfeição, tenho a sorte de poder partilhar convosco esta magnífica receita, pena eu não saber fazer pontos de açúcar...enquanto assim for, resta-me lembrar e agradecer à Emília Quintal por ter tornado os nossos dias mais doces. Obrigada D. Emília, espero que áí de cima possam continuar a cuidar de nós como sempre fizeram.

Brisas da D. Emília Quintal
12 ovos
125 gr de amêndoa pelada e picada
1 chávena de chá de água
500 gr de açúcar
Levar o açúcar com a água ao lume, deixar ferver 5 minutos em lume brando. Colocar a amêndoa picada numa taça e escaldá-la com a calda de açúcar. Quando estiver quase frio juntar 6 ovos inteiros e 6 gemas, misturar sem bater (fazê-lo com uma faca). Levar ao forno em banho maria, em formas próprias barradas com margarina (colocadas dentro de um tabuleiro com água a ferver). Cozer em forno bem quente (cerca de 20 minutos). Desenformar ainda quentes.

3.3.10

Livros



Aqui ficam duas sugestões de livros. "Cartas do Sertão" de Nimuendajú para Carlos Estevão de Oliveira, da editora Asírio & Alvim. "Marcha para o Oeste" de cláudio e Orlando Villas Boas, da editora Globo.

1.3.10

Bucha vegetal



Bucha vegetal ( Luffa Aegyptiaca ) é uma planta trepadeira existente em países de clima tropical.Em casa dos meus pais sempre houve esta esponja natural de origem vegetal, era trazida do Brasil e cortada em pedaços. Exfoliante do corpo e amiga do ambiente. Gosto dela assim, sem cabos de plástico ou madeira, em bruto. Esta veio do Paraná.

3.2.10

Terra


É tempo de plantar. No último fim-de-semana comprámos duas árvores de fruto, foi bom ver o pequeno G. a sujar-se com lama, a fazer a sua parte para "ajudar o planeta". Passou horas entretido por lá, um tronco podre caído no chão é o local ideal para se poderem observar dezenas de seres vivos diferentes dos que está habituado a ver. Uma minhoca retirada da terra serviu de almoço a umas formigas esfomeadas, mas passado um tempo era ele quem já literalmente sentia na pele as poderosas mandíbulas destes pequenos insectos.
É bom ir para a Terra, sair da cidade e passar umas horas em comunhão com a natureza, os miúdos encontram sempre algo de diferente para fazer, comem melhor e as birras a que nos habituaram desaparecem como que por milagre. Quanto a nós adultos, sempre podemos fugir do constante apelo ao consumo que encontramos na cidade.
Como é hábito, não costumo ter comigo a máquina fotográfica, mas os dias passados ali ficarão para sempre gravados na minha memória, e penso que na do G. também.
Apareçam.

21.1.10

Hand Made By Popeline

Os passarinhos da Silvia - Hand made by popeline.

10.12.09

Natal



Mais uma época de consumo desenfreado... Sempre o eterno problema em saber o que se adequa a quem, nos tempos que correm a maioria de nós tem dificuldade em saber o que oferecer. Não precisamos realmente de nada que se possa comprar, acho mesmo que até é triste termos chegado a este ponto.
Pelo segunda vez, resolvi fazer eu algumas das oferendas para este Natal, comecei pelos cachecóis, gostaria de voltar a fazer também umas bolachinhas. Tenho uma imensa pena de não ter dotes culinários e não saber fazer tricot além do ponto básico.

3.12.09

Ceia de Natal

Já falta pouco para o Natal. Vai ser o primeiro da minha vida já sem mãe, pai e avós para me mimar. Nunca fomos muitos sentados à mesa na ceia de Natal, quando era miúda éramos apenas 4, não sei por que razão, mas os meus avós sempre se recusaram a passar a ceia lá em casa, ficávamos só nós e no dia seguinte a minha mãe fazia uma grande trouxa e lá íamos até à casa deles almoçar. Nunca foram almoços muito animados, todos os filhos (excepto a minha mãe), netos e restantes familiares dos meus avós maternos viviam do outro lado do Atlântico, sei que os meus avós sentiam muito a falta de todos eles, apesar de não se falar sobre isso era isso o que se sentia no ar. Eram duas pessoas de ideias fixas, naquela casa nunca houve telefone (faziam questão que assim fosse) o que tornava a distância ainda maior, ansiavam sim, pela vinda do correio para terem notícias. Lembro-me de ver a minha avó com cartas na mão e pedir à minha mãe para as ler... se por um lado ficava feliz, por outro eram as saudades que sentia que a deixavam ficar com os olhos tristes.
Da comida recordo o caldo verde, os rolinhos de carne, o cabrito assado no forno, o arroz doce, a torta de coco (que o meu pai adorava), o bolo rei e o bolo de laranja em forma de coração. Faço questão de ter o caldo verde, o bolo, o arroz doce, as outras iguarias nunca me aventurei a fazer. Dessa forma, pareço ficar mais próxima dos Natais anteriores feitos em família, que recordo com uma enorme saudade.